Francisco Viana

Palavra do Presidente

Setembro Amarelo

Compartilhar

Sobrecarga, pressão excessiva, falta de reconhecimento, conflitos, assédio e jornadas desgastantes não podem ser tratados como parte natural da vida profissional. Empresas têm responsabilidade na construção de ambientes mais saudáveis, e o movimento sindical também precisa estar atento para identificar, orientar e combater situações que possam comprometer a saúde e a dignidade de quem trabalha.


É dentro dessa realidade que também precisamos aprofundar o debate sobre a escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial. Essa não é apenas uma discussão sobre quantidade de horas trabalhadas. Estamos falando sobre qualidade de vida, descanso, saúde, convivência familiar e sobre o direito de o trabalhador ter tempo para viver além do trabalho.


A FETERC acompanha esse debate com atenção e entende que qualquer avanço dependerá da participação e da mobilização dos trabalhadores, sociedade, federações e sindicatos. Não podemos esperar que mudanças importantes aconteçam sem que todos se manifestem e demonstrem claramente o que desejam para o futuro das relações de trabalho.
Também estamos acompanhando de perto as negociações da data-base de refeições escolares. Sabemos que esse é um período de grande expectativa para os trabalhadores, mas a negociação ainda não foi concluída justamente porque as entidades sindicais não concordam com a proposta apresentada pelas empresas e estão trabalhando para alcançar um resultado melhor.


É importante deixar claro que a negociação ainda estar em andamento não significa que o trabalhador tenha perdido o direito ao reajuste. O percentual definitivo será divulgado oficialmente somente após a conclusão das negociações e a definição do acordo.


Como Federação, nosso compromisso é continuar fortalecendo os sindicatos, apoiando a organização dos trabalhadores e defendendo avanços que tragam mais respeito, proteção, reconhecimento e qualidade de vida.


Porque defender direitos também é defender a saúde, a dignidade e a vida de quem trabalha.