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O debate sobre o fim da escala 6x1 continua ganhando espaço no país. Para o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, a redução da jornada e a ampliação dos períodos de descanso representam uma tendência que deve avançar nos próximos anos, trazendo benefícios não apenas para os trabalhadores, mas também para as empresas e para a economia brasileira.
Segundo o ministro, experiências já adotadas por diversas empresas indicam que jornadas com mais tempo de descanso podem gerar aumento da produtividade, redução das faltas ao trabalho e menor índice de afastamentos por problemas de saúde. Para ele, trabalhadores que dispõem de mais tempo para descanso, convívio familiar e recuperação física e mental tendem a apresentar melhor desempenho profissional e maior engajamento.
A escala 6x1, utilizada em diversos setores da economia, prevê seis dias consecutivos de trabalho para apenas um dia de folga.
O modelo tem sido alvo de críticas por parte de trabalhadores, especialistas em saúde ocupacional e entidades sindicais, que apontam impactos negativos na qualidade de vida, na saúde mental e nas relações familiares.
Durante recentes discussões sobre o tema, Luiz Marinho reforçou o apoio do governo à redução da jornada para 40 horas semanais sem redução salarial. De acordo com ele, a mudança acompanha uma tendência observada em diversos países e pode contribuir para a construção de relações de trabalho mais equilibradas e sustentáveis.O ministro também destacou que muitas empresas já enfrentam dificuldades para preencher vagas quando oferecem jornadas no modelo 6x1. Em contrapartida, organizações que passaram a adotar escalas com dois dias de descanso por semana registraram melhorias na retenção de profissionais e na satisfação das equipes.
Para o movimento sindical, a discussão sobre o fim da escala 6x1 vai além da redução da carga de trabalho. O tema envolve qualidade de vida, saúde física e mental, convivência familiar e valorização dos trabalhadores.